Sejam bem Vindos ao meu Cantinho!

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"... E o enchi com o meu Espírito. Eu lhe dei inteligência, competência e habilidade para fazer todo tipo de trabalho artístico; para fazer desenhos e trabalhar em ouro, prata e bronze; lapidar e montar pedras preciosas; para entalhar madeira; e para fazer todo tipo de artesanato." Ex 31.3-5

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O Discurso do Método.

A Construção da epistemologia cartesiana

E sua contextualização histórica a partir da obra O Discurso do Método.


Esse trabalho, embora se refira a um livro específico, procura enfatizar o fundamento epistemológico do pensamento cartesiano, embora resenhe parte da obra em questão.

A obra de Descartes, mais especificamente o seu Discurso do Método pode ser vista como uma sistemática reflexão sobre seu tempo através de uma tomada de posição específica frente a uma crise que, a partir de seu posicionamento, inaugurou uma nova epistemologia e uma nova maneira de olhar a realidade.

É preciso assumir uma perspectiva hermenêutica na leitura da obra de Descartes a partir do momento em que sua época se desprendia de uma visão de mundo centralizada na autoridade e no poder centralizado da religião. Porém, essa perspectiva hermenêutica não pode deixar de levar em conta que o que ele pensou também foi assumido pela tradição como forma de conciliar os dogmas religiosos com a ciência que despontava na modernidade. Necessário é salientar que foi um processo gradual essa conciliação.

Assumindo, de certa forma, o espírito humanista de sua época e centralizando-se na capacidade racional humana na busca do conhecimento, Descartes preocupou-se fundamentalmente em construir um modo para que pudéssemos chegar a um conhecimento seguro. Esse modo é a dúvida, o seu método, o caminho.

Para esse objetivo, notamos que ele incorporou o espírito que se formava na época e diferenciou seu discurso dos tratados filosóficos medievais impessoais e abstratos, escrevendo na maioria das vezes na primeira pessoa e exemplificando suas idéias a partir de suas experiências pessoais.

Seu estilo pessoal, quase confessional, mescla sentenças de cunho afirmativo-perceptivo de caráter universal e logo em seguida é justificada sua validade a partir da narrativa de sua experiência pessoal racional. Vemos esse exemplo nesse trecho:

As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes, e aqueles que só andam muito devagar podem avançar bem mais, se seguirem sempre pelo caminho reto, do que aqueles que correm e dele se afastam.

Quanto a mim, nunca cheguei a supor que meu espírito fosse em nada mais perfeito do que os dos outros em geral. Muitas vezes cheguei mesmo a desejar ter o pensamento tão rápido, ou a imaginação tão nítida e diferente, ou a memória tão abrangente ou tão presente, quanto alguns outros.” (DESCARTES 2006, p.13)

É com esse tom pessoal e de certa forma intimista, embora tente sempre universalizar os conceitos que decorram de seu raciocínio pessoal, que Descartes começa seu Discurso do Método, a meu ver, com uma das frases mais emblemáticas da modernidade; não tanto por seu caráter axiomático, mas por seu caráter aforístico:

O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída, porquanto cada um acredita estar tão bem provido dele que, mesmo aqueles que são os mais difíceis de contentar em qualquer outra coisa, não costumam desejar tê-lo mais do que já o têm.” (DESCARTES 2006, p.13)

Descartes usa esse enunciado para argumentar a idéia de que todos são dotados igualmente de razão e que só chegam a opiniões diferentes por que não possuem um método adequado. É claro que, embora aforisticamente seja interessante, é difícil imaginar que cada homem não veja necessidade de ter mais bom senso do que julga ter como evidência de que todos de fato tenha. Mas essa idéia se configura como pedra basilar de um consenso que se forma na época, já formulado no final do medievo por Nicolau de Cusa: o homem seria um microcosmo, reproduzindo em si, sinteticamente, a totalidade da natureza.

É com esse mote que, na modernidade, Descartes introduz a temática do sujeito que conhece como fundamento de sua epistemologia. Essa temática irá deslocar o questionamento sobre o Objeto que se mostra a uma razão capaz de captar a ordem efetiva das coisas para o Sujeito que volitivamente se direciona para o Objeto na intenção de captar essa ordem. A preocupação moderna, inaugurada por Descartes é como esse Sujeito pode assegurar um conhecimento verdadeiro e seguro do Objeto.

Descartes então parte da premissa que, antes de voltar-se ao Objeto, esse Sujeito precisa voltar-se para si mesmo e fundamentar nele a possibilidade desse conhecimento.

- Quem é esse sujeito que conhece?
- Quais suas potencialidades e limitações?
- É possível sair do ceticismo e alcançar a verdade sobre algo?

Eis os pontos tematizados a partir de Descartes em seu Discurso do Método.

A perspectiva ontológica que Descartes tematiza sobre o Sujeito do Conhecimento só seria abandonada pelo empirismo e depois por Kant. Descartes confia na capacidade fundante da Razão como possibilidade de conhecer e descarta a possibilidade de qualquer conhecimento seguro a partir do sensível, reeditando a tradição iniciada em Platão.

Embora Descartes liberte a epistemologia da fundamentação teológica, centralizando no racionalismo toda a nossa possibilidade de conhecimento (inclusive o teológico), ainda postula uma participação divina em nós, e a exemplo de Platão, separa o Sujeito em duas instâncias substanciais que formam o Ser Humano: a res cogitans e a res extensa. A fundamentação racional desse dualismo contribuirá para avanços científicos, onde a noção de corpo como uma máquina a serviço da alma racional, irá proporcionar a permissão para autópsias, por exemplo.

Descartes chega a seu método assumindo uma postura cética, porém postula um ceticismo que não duvida para negar, e sim para chegar através da dúvida metódica ao verdadeiro conhecimento. Seu método estabelece que tanto os sentidos quanto a percepção não se configuram como um conhecimento seguro, e estabelece o caminho para esse segurança por quatro preceitos básicos:

1. Evidência: aquilo que aparece imediatamente ao entendimento;
2. Análise: divisão do problema em partes menores;
3. Síntese: ordenar o pensamento do mais simples ao mais complexo;
4. Evidência do Conjunto ou Intuição Geral: enumeração dos dados e revisões gerais.

O caminho cético proposto por Descartes procura desestruturar a própria postura cética ao usar o ceticismo para buscar algo que fundamente a possibilidade do conhecimento seguro. Ela, portanto, é propedêutica. Para isso ele cria o argumento do Cogito, cujo objetivo é estabelecer os fundamentos do conhecimento e encontrar uma certeza imune a qualquer questionamento cético.

Propondo esvaziar-se de todas as crenças e conhecimento adquiridos, Descartes encontra a questão que garante a certeza segura de algo: “Penso, logo existo”. A existência, a partir dessa constatação, se torna a pedra basilar da certeza de que podemos conhecer de fato algo sem qualquer tipo de questionamento que possa negá-lo: se soubermos que pensamos, é por que necessariamente existimos.

O Cogito, portanto, a partir da descoberta de uma realidade primária, necessária e indubitável, nos dará a base para a construção do conhecimento possível humano. A existência de Deus, para Descartes, a partir da constatação do Eu Penso, se circunscreve a partir da idéia que temos dela.

É com essa constatação que Descartes chega à seu Argumento Ontológico: sendo o único método possível de conhecimento a dúvida metódica, duvidar é menos perfeito que conhecer. Ao não possuirmos um conhecimento direto que nos exime da dúvida como método, só poderíamos ter idéia da perfeição se houvesse alguma natureza que fosse mais perfeita e acima de nós. Essa natureza seria Deus. Não sou só eu que existo, pois não sou perfeito e se tenho idéia da perfeição, além de mim devem existir outras coisas.

A ponte entre o pensamento subjetivo na busca de uma certeza indubitável e o pensamento objetivo que pode proferir conhecimento sobre um objeto está na fundamentação última da realidade que independe da experiência sensível, isto é, na razão pura inata. Só haverá ciência quando a razão puder explicar através de leis e princípios indubitáveis como a realidade se configura e funciona. A ponte para fora de si mesmo e o rompimento com o solipsismo no pensamento cartesiano é sua argumentação sobre a existência de Deus. Deus existindo, as coisas existem fora do meu pensamento, e é caminhando em direção a Deus através de minha razão é que posso conhecer as coisas.

Nesse ponto há uma crítica à escolástica aristotélica que preconizava chegarmos a Deus através do sensível. Descartes na continuidade de seu livro ainda fala e discorre sobre a alma e o corpo, o homem e o animal, fechando seu discurso num apelo aos leitores.

Nunca mais a ciência seria a mesma com a publicação do Discurso do Método de Descartes, embora o empirismo fosse dar um caráter comprobatório mais robusto ao conhecimento possível humano.




Referência


DESCARTES, René. Discurso do Método. Tradução: Ciro Mioranza. São Paulo, SP: Editora Escala, 2006.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

E Você?

                                           Acredito na conquista.
 Entendo que nada vem do acaso e tudo na vida tem o seu verdadeiro significado.

E você? em que acredita?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O OLHAR DO EDUCADOR


Este vídeo traz uma reflexão sobre o posicionamento do professor diante da diversidade encontrada dentro das salas de aula. Foi desenvolvido a partir de uma fala de um orientador pedagógico e estudioso da Dislexia.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Lixiviação



Processo físico de lavagem das rochas e solos pelas águas das fortes chuvas (enxurradas) decompondo as rochas e carregando os sedimentos para outras áreas, extraindo, dessa forma, nutrientes e tornando o solo mais pobre. 

Processo que sofrem as rochas e solos, ao serem lavados pelas águas das chuvas. Nas abundantes regiões equatoriais, e nas áreas de clima úmido, com abundantes precipitações sazonais, verificam-se, com maior facilidade, os efeitos da lixiviação. 

Lavagem do solo pela chuva, que provoca carreamento de minerais solúveis, como fósforo, cálcio, nitrogênio, etc. 

Remoção pela água percolante de materiais presentes no solo. Nem sempre se verifica penetração dos micronutrientes nas camadas imediatas do solo, porquanto a lixiviação é processo superficial. A lixiviação ocorre particularmente em solos despidos de cobertura vegetal, por ação das águas pluviais e fluviais. É considerada como fator empobrecedor do solo.

 Lixiviação é o processo de extração de uma substância presente em componentes sólidos através da sua dissolução num líquido. É um termo utilizado em vários campos da ciência, tal como a geologia,ciências do solometalurgia e química.
O termo original refere-se a ação solubilizadora de água misturada com cinzas dissolvidas (lixívia) constituindo uma solução alcalinaeficaz na limpeza de objetos, mas, em geoquímica ou geologia de modo geral, usa-se para indicar qualquer processo de extração ousolubilização seletiva de constituintes químicos de uma rocha,mineral, depósito sedimentar, solo, etc.. pela ação de um fluidopercolante[1].
Nas regiões equatoriais, e nas áreas de clima úmido, com abundantes precipitações sazonais, verifica-se, com maior facilidade, os efeitos da lixiviação do solo. Dentre os componentes que são extraídos constam minerais solúveis, como fósforo, cálcio, nitrogênio, etc.
Em metalurgia e, a lixiviação é utilizada na separação de metais com valor comercial de um outro minério associado, por meio de solução aquosa de maneira barata por dispensar o beneficiamento do minério e, em outros casos, é usada a chamada "lixiviação inversa" para se fazer a remoção de impurezas.


domingo, 29 de janeiro de 2012

Aristóteles e o papel da razão



Nada está no intelecto antes de ter passado pelos sentidos
Josué Cândido da Silva*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Apesar de ter sido discípulo de Platão durante vinte anos, Aristóteles (384-322 a.C.) diverge profundamente de seu mestre em sua teoria do conhecimento. Isso pode ser atribuído, em parte, ao profundo interesse de Aristóteles pela natureza (ele realizou grandes progressos em biologia e física), sem descuidar dos assuntos humanos, como a ética e a política.


Para Aristóteles, o dualismo platônico entre mundo sensível e mundo das ideias era um artifício dispensável para responder à pergunta sobre o conhecimento verdadeiro. Nossos pensamentos não surgem do contato de nossa alma com o mundo das ideias, mas da experiência sensível. "Nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos", dizia o filósofo.


Isso significa que não posso ter ideia de um teiú sem ter observado um diretamente ou por meio de uma pesquisa científica. Sem isso, "teiú" é apenas uma palavra vazia de significado. Igualmente vazio ficaria nosso intelecto se não fosse preenchido pelas informações que os sentidos nos trazem.


Mas nossa razão não é apenas receptora de informações. Aliás, o que nos distingue como seres racionais é a capacidade de conhecer. E conhecer está ligado à capacidade de entender o que a coisa é no que ela tem de essencial. Por exemplo, se digo que "todos os cavalos são brancos", vou deixar de fora um grande número de animais que poderiam ser considerados cavalos, mas que não são brancos. Por isso, ser branco não é algo essencial em um cavalo, mas você nunca encontrará um cavalo que não seja mamífero, quadrúpede e herbívoro.


O papel da razão

Conhecer é perceber o que acontece sempre ou frequentemente. As coisas que acontecem de modo esporádico ou ao acaso, como o fato de uma pessoa ser baixa ou alta, ter cabelos castanhos ou escuros, nada disso é essencial. Aristóteles chama essas características de acidentes.


O erro dos sofistas (e de muita gente ainda hoje) é o de tomar algo acidental como sendo a essência. Através desse artifício, diziam que não se pode determinar quem é Sócrates, porque se Sócrates é músico, então não é filósofo, se é filósofo, então não é músico. Ora, Sócrates pode ser várias coisas sem que isso mude sua essência, ou seja, o fato de ser um animal racional como todos nós.


Mas como nós fazemos para conhecer a definição de algo e separar a essência dos acidentes? Aí está o papel da razão.


A razão abstrai, ou seja, classifica, separa e organiza os objetos segundo critérios. Observando os insetos, percebo que eles são muito diferentes uns dos outros, mas será que existe algo que todos tenham em comum que me permita classificar uma barata, um besouro ou um gafanhoto como insetos? Sim, há: todos têm seis pernas. Se abstrairmos mais um pouco, perceberemos que os insetos são animais, como os peixes, as aves...


Ato ou potência

E poderíamos ir mais longe, separando o que é ser, do que não é. E aqui chegamos à outra grande contribuição de Aristóteles: se o ser é e o não-ser não é, como dizia Parmênides, então como é possível o movimento?


Segundo Aristóteles, as coisas podem estar em ato ou em potência. Por exemplo, uma semente é uma árvore em potência, mas não em ato. Quando germina, a semente torna-se árvore em ato. O movimento é a passagem do ato à potência e da potência ao ato.


Qual a causa?

Por outro lado, se as coisas mudassem completamente ao acaso, não poderíamos conhecê-las. Conhecer é saber qual a causa de algo. Se tenho uma dor de estômago, mas não sei a causa, também não posso tratar-me. Conhecendo a causa é possível saber não só o que a coisa é, mas o que se tornará no futuro. Pois, se determinado efeito se segue sempre de uma determinada causa, então podemos estabelecer leis e regras, tal como se opera nos vários ramos da ciência.


Existem quatro tipos de causas: a causa final, a causa eficiente, a causa formal e a causa material. Por exemplo, se examinarmos uma estátua, o mármore é a causa material, a causa eficiente é o escultor, a causa formal é o modelo que serviu de base para escultura e a causa final é o propósito, que pode ser vender a obra ou enfeitar a praça.


Há uma hierarquia entre as causas, sendo a causa final a mais importante. A ciência que estuda as causas últimas de tudo é chamada de filosofia. Por isso, a tradição costuma situar a filosofia como a ciência mais elevada ou mãe de todas as ciências, por ser o ramo do conhecimento que estuda as questões mais gerais e abstratas.

 *Josué Cândido da Silva é professor de filosofia da Universidade Estadual de Santa Cruz em Ilhéus (BA).

Pedogênese

Pedogênese( solo)


 Pedogênese ou formação de solos é o processo no qual determinado solo é formado, assim como suas características e sua evolução na paisagem.

 Fatores da pedogênese

O modelo de 5 fatores  é o mais conhecido e difundido, podendo ser visto como um paradigma nas ciências da Terra após os estudos de Jenny.

Neste modelo, baseado nos estudos pioneiros de Dokuchaev, é afirmado que e o solo e suas propriedades são ocasionado pelo clima, organismos, material de origem e tempo. Posteriormente, foi adicionado o relevo como um novo fator.
  • Clima - O fator mais importante. O clima engloba a noção de mudanças de temperaturas (que atuam no intemperismo físico sobre a rocha sã), precipitação, umidade e até mesmo na morfogênese local. Associa-se com a biomassa (determinando tipos de organismos que vivem sobre o solo) ou com o relevo, implicando os veios de água superficiais ou freáticos. O clima também varia conforme a escala, chegando até mesmo a modificar o solo por pequenas diferenças do relevo (por exemplo, se o solo está em uma vertente sob mais horas de Sol ou de precipitação) e vegetação (protegido da chuva e do Sol, sob uma copa de árvore, por exemplo).
  • Organismos - Organismos podem destruir o solo mecanicamente, abrindo poros, e quimicamente, criando ácidos. Pode, ainda mais, proteger o solo da atuação direta de chuvas e erosões.
  • Relevo - O relevo influencia nos caminhos de drenagem da água e no clima. Pode deixar o solo protegido de processos erosivos, como águas e ventos, assim como pode determinar microclimas. Geralmente, numa mesma vertente, há diversos tipos de solos associados entre si por transportes internos de matéria.
  • Material de origem - É a rocha matriz ou material sedimentar que origina o material do solo. Quanto mais jovem o solo, mais características manterá do material de origem. Posteriormente, com a constante atuação de efeitos externos, o solo transforma os minerais primários em secundários, geralmente argilas ou óxidos. A rocha matriz também é importante pois dependendo de sua resistência, influência no relevo da paisagem, assim como também no tempo da pedogênese (rochas mais duras demoram mais tempo para formar solos profundos).
  • Tempo - O mais abstrato dos fatores, porém não menos importante. Diz-se que um solo, conforme se passa o tempo, busca a "maturidade", ganhando profundidade e tendo alto teores de argila. Contudo, tal é dinâmica da pedogênese e da litosfera, implicando reciclagem de materiais e paisagens, solos dificilmente serão vistos como maduros, sendo esta noção critícada por alguns pesquisadores.

Processos da pedogênese

Os progressos que atuam sobre o solo foram estudados inicialmente por Simonson em 1959 e 1978. Diferente do modelo de Jenny (e não contraditório a ele), o modelo de Simonson foca-se muito mais nos processos do que nos fatores. É também visto como um paradigma dentro da Pedologia.

Neste modelo, o solo é pensado como um sistema e como efeito de dois passos: Acumulação de material de origem e diferenciação do material em horizontes (algo já observado desde os primódios da Pedologia).
Dessa forma, para explicar o motivo da diferenciação horizontal em um perfil de solo, acredita-se que nele há os processos [5] de
  • Adição - Geralmente entrada de nova matéria mineral, matéria orgânica e água.
  • Remoção - Perda de material para fora do solo, geralmente por causa do escoamento da água.
  • Transporte/Translocação - É o transporte interno de elementos abióticos ou de origem biótica. O horizonte onde prevalece a perda, será chamado de horizonte eluvial. Naquele que prelavece a entrada, seria um horizonte iluvial
  • Transformação - Transoformação dos elementos, como minerais primários em secundários ou a solidificação de matéria orgânica.

 

Intemperismo

Intemperismo

 

Intemperismo, também conhecido como meteorização, é o conjunto de fenômenos físicos e químicos que levam à degradação e enfraquecimento das rochas.
O termo intemperismo é aplicado às alterações físicas e químicas a que estão sujeitas as rochas na superfície da Terra, porém esta alteração ocorre in situ, ou seja, sem deslocamento do material. Este fenômeno é de grande importância para a formação e constante mudança no relevo terrestre, junto com a erosão. O intemperismo é de grande importância também na formação dos solos, pois em algumas regiões onde há grandes formações rochosas a fixação de plantas é mais difícil em relação a regiões de solo estruturalmente menos rochosos.

Tipos de intemperismo

  

Intemperismo Físico

Corresponde à alteração da estrutura física das rochas feita a partir de uma desagregação mecânica, o intemperismo físico é observado em qualquer ambiente. Ele pode ser dividido em termal e mecânico.
Termal: ocorre devido à variação de temperatura nas rochas, sendo mais típico em climas secos, sejam eles quentes ou frios. Tende-se a expandir quando aquecidos e se contraem quando resfriados. Desta forma as rochas tendem a se fragmentar pelo enfraquecimento de suas estruturas. Além de tudo os minerais que compõe as rochas, têm diferentes coeficientes de dilatação, ampliando assim a fragmentação das rochas. A cor e a granulometria da rocha, influênciam na sua fragmentação, assim rochas mais escuras tendem a aquecer com mais facilidade, e as rochas mais grosseiras tendem a se desintegrar mais facilmente do que as de grãos pequenos.
Mecânico: ocorre devido a vários fatores como a dissolução de água em geleiras e sua cristalização em fraturas que provoca o esfacelamento em blocos de rocha pelo aumento de volume da água ao formar o gelo, de forma semelhante ao que pode ocorrer com a cristalização de sais devido a evaporação da água, fazendo com que os sais se precipitem aumentando de volume em fissuras de rochas e de minerais.

Intemperismo químico

Destaca-se ação da água da chuva carregada de elementos atmosféricos, como o CO2: que ataca os minerais da rocha em sua superfície exposta e em suas fraturas e os decompõem dando origem a novos minerais, estáveis às condições da superfície terrestre, e a solutos que migram pelas fraturas da rocha ou nas águas superficiais em direção ao mar. O intemperismo químico compreende a decomposição dos minerais primários das rochas que resulta da ação separada ou simultânea de várias reações químicas: oxidação, hidratação, dissolução, hidrólise e acidólise.
Oxidação: consiste na mudança do estado de oxidação de um elemento, através de reação com o oxigênio. Essa reação destrói a estrutura cristalina do mineral.
Hidratação: consiste na incorporação de água à estrutura mineral, formando um novo mineral.
Dissolução: consiste da sulubilização completa de alguns minerais por ácidos.
Hidrólise: Sendo as rochas constituídas basicamente por silicatos, quando elas entram em contato com a água, os silicatos sofrem hidrólise e dessa reação resulta uma solução alcalina.
Acidólise: é a reação de decomposição de minerais que ocorre em ambientes de clima frio, onde a decomposição da matéria orgânica é incompleta, formando ácidos orgânicos que diminuem muito o pH das águas, complexando e sulubilizando o Fe e o Al.

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